quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Tenho andado consumida, a consumir pensamentos, projetos, problemas. Consumindo dias e dias de energia, a ponto de temer um apagão físico e/ou mental. Os pensamentos me levam para longe do dia a dia, me fazem viajar às vezes num confortável avião, às vezes no lombo de um burro teimoso. Os problemas me cansam, me deixam impaciente, cada vez mais recolhida. Os projetos, ah os projetos, se não fôsse por eles, não aguentaria os dias de burro chucro nem o cansaço. Meus projetos me fazem viva!
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Trabalho e foto I.Moniz Pacheco

segunda-feira, 9 de novembro de 2009



Gente, faz um tempo que não apareço, mas devo normalizar meus posts a partir de agora. Tudo bem, hoje foi só para dar notícias.

Foto e trabalho I.Moniz Pacheco

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Adquirido

sábado, 24 de outubro de 2009

Este blog está fazendo um ano. Confesso que comecei mais tímida do que sou, além de ignorante de pai, mãe e adjacências na blogosfera. Não que tenha melhorado, mas o fazer foi tirando aos poucos o verniz da miopia.
Inicialmente a finalidade era apenas divulgar meu trabalho. Hoje vejo que também foi pela necessidade de falar, falar e falar. De assuntos que nos competem (a todos) e que não consigo discutir, seja pela radicalidade dos circunstantes, seja pela falta de saco que às vezes me acomete.
Gosto de registrar aqui alguns comentários meus ou não (principalmente ou não) sobre assuntos que me interessam.
Se por acaso alguém passar por esse caminho e quiser montar na minha vassoura, seja bem vindo. Se quiser discutir o assunto, melhor ainda.
O objetivo mesmo, é misturar as opiniões no caldeirão e fazer um caldo de liberdade temperado com asas de borboletas multicores a ser servido a bordo e voando em direção ao tudo ou ao nada.
Obrigada a todos os que por esse meio me mostraram mais caminhos, seja por novos poetas, novos autores, novos pensadores. Obrigada aos que me incentivaram com seus comentários positivos ou negativos, pois estes, se delicados, somam muito.
Um beijo, outro, tchau.
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Trabalho e foto I.Moniz Pacheco

sábado, 17 de outubro de 2009

Sempre foi considerada uma tolinha. Isso lhe era muito conveniente. Vivia assim, medianamente. Trabalhava, voltava pra casa, poucos amigos, nem assim tão íntimos. Ninguém lhe notava de verdade. Viam-na, mas não a enxergavam.
Ouvia música e gostava de ler e assim passava seu tempo livre. Sonhando com as estórias que lia e tornava a ler.
Faltou ao trabalho por uma semana: só então descobriram não ter a quem perguntar por ela. O tempo foi passando. Ninguém sabia de nada. Lá um dia, uns parentes (até próximos, mas que não tinham o hábito do contato regular, nem por telefone), ligaram para convidá-la pros festejos de uma data importante do clã. Ela não atendeu. No dia seguinte também. E assim foi até que ligaram uns para os outros e descobriram que ela havia desaparecido. Decidiram e foram até a casa ver o que houve. Os vizinhos disseram não vê-la há semanas. Pensaram estar viajando a moça simpática, educada mas distante que não passava dos cumprimentos habituais e não incomodava ninguém.
Resolveram então arrombar a porta. Já estaria morta há dias? Sofrera um ataque cardíaco? Um assalto? Um sequestro?
Quando abriram a casa tudo estava como sempre: arrumado e limpo. Mas ela não estava. Nenhum sinal de luta, não deram por falta de nada. Roupas no armário, cd´s mais ou menos arrumados. A estante mais ou menos desalinhada. Alimentos em seus lugares. A cozinha organizada como se ela tivesse saído prá voltar. Mistério. O que fazer? A quem recorrer?
Como já havia mais de um mes que ela desaparecera, começaram a trocar idéias e descobriram que ninguém sabia mais nada a seu respeito a não ser que morava alí e trabalhava acolá.
Aconteceu é que um dia ela se encheu de tudo. Planejou tudinho, que não era tola, sacou suas economias, levou consigo apenas seu talismã, algumas roupas íntimas, seu livro de cabeceira ( O LIVRO dISSO - Georg Groddeck) , dois ou tres cd´s e seu laptop. Enfim, coube tudo numa sacola.
Mudou-se para outra cidade longe dalí e foi começar tudo de novo. No caminho achou que era tolice avisar a alguém.
E ria, enquanto pensava se na próxima vez repetiria tudo ou deixaria de ser tolinha...
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Foto I. Moniz Pacheco

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Andava sozinho, cabisbaixo, recolhido. Os amigos diziam, saia, procure, ou voce acha que o amor vai entrar voando pela sua janela? Ria. Ria disso.
Certo dia, chegando do trabalho, sentada no sofá da sala estava ela: a felicidade. Em carne e osso. Tagarelando com os demais. Não a reconheceu de imediato. Cumprimentou-a com um monossílabo e entrou para o quarto.
Depois desse dia sempre se esbarravam: nas escadarias, na rua, no supermercado, no shopping. Os ligeiros acenos se transformaram em cumprimentos, que viraram alô como vai, que não se sabe como deram em longos papos, que acabaram em uma carona, que se transformou em um grande amor.
Montaram casa e viveram muitos e muitos anos. Até que um dia, que não se sabe como, chegando em casa felicidade já não estava mais. No seu lugar apenas um fantasma. E o seu cheiro que dominava a sala e a cozinha, ah, e o quarto!
Teve que se mudar e ainda hoje chora, sentindo seu cheiro entranhado nos sete buracos da sua cabeça.
E entrou por uma porta, saiu pela outra, meu senhor que me conte outra.
Casa de bonecas.
Foto I.Moniz Pacheco

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Feliz dia das crianças para todos. Os que tem e os que não têem. Os que em algum momento são, e os que pensam que nunca são. Mas sobretudo para aqueles que sabem brincar e que tem a alegria despreocupada e inocente das crianças.

Foto "A fuga dos porcos"
Olaria em Maragogipinho-2009
I. Moniz Pacheco

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Em 1997 Scott McCloud, americano, inventou o concurso: um dia para fazer 24 páginas de uma HQ. Em Salvador Bruno Marcello e Alejandra Munhoz levaram o desafio para a Escola de Belas Artes da Ufba em 2007. Vinte se inscreveram, só dois terminaram.
Este ano, com o nome de 24 Horas de Quadrinhos, começando no sábado e terminando no domingo, gente entre 16 e trinta e poucos anos, estudantes de design, publicidade, direito, recém-formados, todos estavam lá na RV Quadrinhos, no Rio Vermelho, pelo mesmo motivo: dez e meia da manhã cada um recebeu um kit com camiseta, lápis, papel, borracha e a regra principal - criar tudo na hora, não valia trazer nada pronto. Deu-se o virote. Mais detalhes e bastidores dessa jornada criativa no blog http://rvculturaearte.wordpress.com
Taí uma boa notícia.