terça-feira, 9 de junho de 2009

Perambulando pelas ruas do passado, passo e repasso a mostra da minha estória.
Quantas bobagens, quantos acertos?
Andando anonimamente pelas vielas do acaso encontro referencias, elementos, cenários inacabados assinados pelo destino.
Não imagino o presente sem essas lembranças penduradas no suporte da minha vida. Há paisagens vivas, naturezas mortas, praias de amor sem fim, marés cheias, marés mortas, realismos brutais, surrealismos desconcertantes, geometrias encabuladas...
A paleta de cores que não foram usadas, está alí, pronta. Os desenhos apenas esboçados, meros projetos sem fim.
É. Pareço uma mostra ambulante. Uma instalação exótica. Uma obra coletiva não assinada.

Acrílica sobre tela 0,30 x 0,50 - 2009
Trabalho e foto I.Moniz Pacheco

3 comentários:

aeronauta disse...

Casamento perfeito entre texto e imagem. Também me sinto como nesses seus dois últimos parágrafos.

maria guimarães sampaio disse...

Minha cumade... quanta coisa boa você tem escrito!
Beijo ôto.

Edu O. disse...

Minha tia vc está arrasando!!!!!!!