quarta-feira, 22 de julho de 2009


Às vezes sóbria, às vezes delirante

Às vezes doce, às vezes áspera

Às vezes forte, às vezes frágil

Às vezes discreta, às vezes extravagante

Às vezes alegre, às vezes triste

Às vezes pudica, às vezes uma vadia

Às vezes um touro, às vezes uma borboleta.

Era uma mulher danada!

Transitava de um extremo a outro sem o menor aviso e sem surpresa. Estava acostumada.

Quando lhe perguntavam o motivo de tanta instabilidade gargalhava e dava qualquer resposta.

A melhor que ouví foi: "É o diabo que mastiga meu juízo enquanto Deus se distrai."

Foto I.Moniz Pacheco

Estação das Docas-Belém do Pará 2006

2 comentários:

maria guimarães sampaio disse...

Minha cumade... é simplesmente formidável seu poema de hoje. Eu me vejo nesta figura e quero adquirir a frase: "É o diabo que mastiga meu juízo enquanto Deus se distrai."
LINDO LINDO LINDO

Nilson disse...

Acho que estamos todos às voltas com essa diabólica mastigação! (Bela imagem!)